diarinho · vida de imigrante

Bo, the cat


Quando eu vim para cá além de morrer de saudade da minha família tive que lidar com outra ausência tão doída quanto: as dos meus gatos.

Quem tem um amor peludo em casa vai saber do que eu estou falando. Estar completamente sozinha em casa era algo estranho para mim. Mesmo quando morei fora de casa nunca foi tão silencioso, e de repente eu me vi all alone de verdade, sem nenhum gato por perto para conversar #adoida.

Trazer meus 3 gatos não era uma opção porque eles tem uma vida realmente ótima no Brasil, com os meus pais. Eles são uma família entre si, mesmo a minha caçula que é a gata mais minha mesmo não tinha jeito de trazer. 

Então uma das minhas poucas demandas na mudança era justamente ter um animal de estimação. Meu namorido nunca teve nada, e dizia que queria um cachorro. Mas com a vida que a gente leva no momento o bichinho ia ficar sozinho em casa, o quintal é pequeno e achamos que era mais problema que solução.

Eu que sempre fui dos gatos, queria um gatinho filhote para amar. De novo a falta de tempo no meio, já que não tinha como deixar um filhote sozinho. Então decidimos que um gato adulto que não precisasse sair toda hora seria o ideal.

Enquanto isso eu ficava namorando os animais disponíveis para adoção no Ik zoek een baas, site que mais que indico. Lá tem animais em abrigos em toda a holanda, e muitos tem até um resuminho da personalidade do bicho.

Eis que um dia, do nada, vejo uma foto de uma gata a cara da minha gorda, gata que ficou no Brasil com os meus pais, e que meu namorado adora. Mandei foto para ele e ele me responde com um “ok, essa a gente pode adotar”. Isso depois de tanto tempo de indecisão. Marcamos e em um dia de folga fomos visitar a gatinha.

Aí já era. Foi amor de cara, e na hora decidimos levar para casa. Foi até engraçado porque os funcionário do abrigo não estão acostumados com esse povo decidido, perguntavam toda hora se a gente queria reservar a gata. Pagamos a taxa (120 euros) e decidimos já comprar o kit todo com caixinha de transporte, banheiro, areia e até ração do próprio abrigo (acho que foi 70 euros mas vem com tudo, tudo mesmo). Eles são super organizados e cuidam muito bem dos animais, preferimos dar nosso dinheiro para eles do que comprar em uma loja.

E foi assim que essa senhora de 12 anos entrou em nossas vidas.

 

Para quem dúvidas sobre adotar um gato adulto, gente, relaxa. No Brasil eu sempre achei meus gatos na rua, e muitos eram adultos. Com paciência eles se adaptam. Aqui foi mais tranquilo ainda porque eles te dão todo o perfil do gato. O negócio é ter paciência até o gato se adaptar, afinal é muita mudança para o coitado.

A Bo no primeiro dia se escondeu de um jeito que a gente jurou que tinha perdido a gata, mas no final ela tinha se enfiado em um vão de um móvel. Hoje ela dorme na cama de hóspedes e vive atrás da gente.

 

A safada agora vive se jogando no chão pedindo carinho na barriga, pode? ❤

 

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